Alienação Parental


A SIC no último dia 16/11 exibiu em seu programa GRANDE REPORTAGEM SIC, realmente uma grande reportagem intitulada "Filhos de pais em guerra".


Não conheço nenhum dos personagens das tristes histórias apresentadas.


A minha indignação e perplexidade foram imensas. Igualmente à psicóloga Maria Saldanha Pinto Ribeiro, eu também não entendo as atitudes dos pais alienadores. O que leva uma mãe (ou um pai) a cegar a ponto de prejudicar deliberadamente seus filhos? Não conseguem enxergar o mal que fazem às criaturas que dizem mais amar?


Para mim, só se justifica a privação da presença de um pai (ou de uma mãe) na vida de um filho, se este progenitor for um indivíduo perigoso, violento, pondo assim em risco a integridade física e/ou psicológica, bem como a vida do filho. Só isso! Nem o não cumprimento do pagamento da pensão alimentícia justifica esta atrocidade!


"Estabilidade não é dormir sempre na mesma cama.", bem disse Maria Saldanha Pinto Ribeiro. Estabilidade é ter sempre contato com seus progenitores, é ter os pais a conviverem pacificamente em prol do seu bem estar, é saber que pode contar com a colaboração dos dois na sua vida cotidiana.




Talvez a prisão do progenitor alienador seja, não um exagero, mas uma maneira de traumatizar mais ainda o filho órfão de pai/mãe vivo/a. Agora, a perda da guarda, do alienador para o alienado, é algo que considero legítimo e urgente!

Apagão e Geisy são notícias do Brasil em Portugal

Esta semana, de manhã cedo, tomando meu pequeno-almoço vejo estas singelas notícias no Bom Dia Portugal da RTP:
Apagão no Brasil

BRASIL: Universidade readmite aluna que expulsou por usar mini-saia

«Nacionalismo é uma poderosa raiva temperada pela decepção de si próprio.»



Considero a opinião abaixo a mais sensata, inteligente e bem humorada sobre o episódio Maitê. A ironia rasgada de Ferreira Fernandes conquistou-me imediatamente! O vídeo foi mesmo ridículo, mas a reação a ele tomou uma proporção absurda! Bom, leiam a opinião do jornalista e vejam o que é o verdadeiro humor inteligente.


Homenagem a Maitê e aos anti-Maitê
A PORTUGUESA começou por se cantar assim: «Contra os bretões marchar, marchar…» Depois, tendo alguma dificuldade em decidir se marchávamos contra os da península francesa ou os da grande ilha em frente, mudámos a letra e passámos a marchar contra quem fizesse um vídeo contra nós. O da Maitê vem na esteira de uma longa tradição que bebe em Lord Byron que disse (deve ter gravado mas eu não encontro no YouTube) que as portuguesas têm bigode. Desde aí, metade da nossa política externa é passada a enquadrar a coisa nas devidas proporções: «É buço. Simples buço.»
Essa, repito, a posição diplomática, porque a do povo propriamente dito é mais drástica: «Se alguém dissesse que a minha mulher tinha bigode dava-lhe uma cachaporrada nos cornos que não se endireitava mais», disse o Chico da adega. Este último testemunho também não está no Youtube porque não podem entrar câmaras de vídeo no estabelecimento prisional de Alcoentre, onde o Chico cumpre pena por violência doméstica.
O que me ofendeu mais no vídeo da Maitê – sim, também o estudei cuidadosamente – foi aquela parte em que ela chamou um técnico de informática ao quarto, este chamou o porteiro e ambos se puseram a olhar para o portátil da artista como um boi para um palácio. O que me irritou foi a surpresa subliminar de Maitê. Ela estava convencida de que em Portugal os técnicos de informática não se comportam exactamente como os técnicos de informática de todo o mundo. A gente chama-os, eles dizem «hmmm…», teclam os botões ctrl alt Gr U, e dizem: «Desligue e volte a ligar… Hmmm…» Os nossos técnicos dizem é o hmmm de forma mais gutural, nada que ver com hmmm gostoso dos técnicos de informática de Jacarepaguá.
Outra coisa: ela disse que Portugal foi governado pelo ditador Salazar «durante mais de vinte anos». É, ela disse mesmo isso: «durante mais de vinte anos»! Até onde vai a ignorância destes estrangeiros?! Todos nós sabemos que Getúlio Vargas (até digo mais, Getúlio Dornelles Vargas) foi por duas vezes Presidente da República do Brasil, na primeira vez, de 1930 a 1945, governou o Brasil em três fases distintas, de 1930 a 1934, no governo provisório, de 1934 a 1937, no governo constitucional, eleito pelo Congresso, e de 1937 a 1945, no Estado Novo; e da segunda vez, de 1951 a 1954, governou o Brasil como Presidente eleito pelo voto directo. Sabemos tudo isso na ponta da língua e, vai-se a ver, uma brasileira nem sabe que Salazar era de Oliveira.
Os estrangeiros, digo-o sem ofensa, são diferentes e os piores insistem em ver coisas diferentes em nós. A Maitê parou em frente de uma casa em Sintra e, deu-lhe para aquilo, criticou o número da porta, um 3, que estava ao contrário. Apetece dizer: os números, cá em casa, nós martelamos como queremos, tá? A mim também me engalinha que haja palavras nas bandeiras e não ando para aí a fazer vídeos. Embora «ordem e progresso» ainda entenda. Agora que suspeito dos rabiscos da bandeira saudita, suspeito. Mesmo por uma questão de segurança. De cada vez que passo no Restelo, na Embaixada da Arábia Saudita, e vejo as garatujas (que acabam com uma cimitarra, lembro) ninguém me tira da cabeça que aquilo são mensagens para o Bin Laden. O que disse mais a Maitê? Ah, nos Jerónimos, cuspiu. Num blogue, o comentário de um compatriota indignado propunha que um português devia ir ao Cristo do Corcovado e cuspir. Eu acho que o conselho já vem tarde. Suspeito que já algum português deve ter ido ao Corcovado e, portanto, suspeito também que – e mais não digo para não atiçar o conflito entre os dois países.
Esta semana as televisões nacionais apresentaram o vídeo em telejornais de horário nobre. Tendo as graçolas de Maitê sido feitas e apresentadas num programeco de piadolas, há dois anos, receio que o episódio alimente o anedotário sobre os Manuéis em Vera Cruz: «Português? A gente faz piada e ele reage não na hora, mas no horário – no horário nobre, dois anos depois…» Eu também cá estou com assunto, mas não tresleiam. O que me incomoda não é Maitê, tonta. O que me incomoda é o que anuncia o sintoma desta indignação nacional. Cito George Orwell: «Nacionalismo é uma poderosa raiva temperada pela decepção de si próprio.» Escusava-se era de carregar tanto na decepção.




Ferreira Fernandes
jornalista
ferreira.fernandes@dn.pt

NOTÍCIAS SÁBADO' 17 OUTUBRO 2009


Outras opiniões do jornalista onde cita o caso:
Ele há indignações estranhas
Petição contra as petições tolas do Twitter
E abaixo o programa Eixo do Mal, da SIC, exibido 19/10, com Clara Ferreira Alves, Daniel Oliveira, Luís Pedro Nunes, Nuno Artur Silva e Pedro Marques Lopes.
  

A "Prevenção de Execução de Dados" fechou seu Internet Explorer? Desative os suplementos!

O meu browser favorito é o Firefox, mas tenho usado ultimamente o Google Chrome, por ser mais rápido. Ocorre que compartilho um computador, onde outro usuário prefere o Internet Explorer.

Avisaram-me que o IE nã estava funcionando. Além do aviso, fui acusada de ser a responsável por isso! Toda vez que se iniciava o Internet Explorer, ele abria a janela, mas antes mesmo de começar a funcionar, fechava e então aparecia na barra de tarefas um ícone com a mensagem: "Para ajudar a proteger o computador, a Prevenção de Execução de Dados fechou o Internet Explorer."

Ora, não gosto do IE, é verdade. Mas não fiz nada, pelo menos conscientemente, para ele deixar de funcionar! Explico: antes de abandonar o IE definitivamente, utilizava-o quando o Freecorder não funcionava no Firefox. Além do Freecorder, instalei - voluntaria e involuntariamente, já que alguns vêem em pacotes de instalação de programas, como o winamp, por exemplo - vários suplementos no IE.


Neste site, encontrei uma solução não aplicável ao meu caso, já que uso o Vista (não tive culpa, o computador já veio com esta porcaria instalada).

Já que não pude desabilitar a tal da DEP, desativei todo e qualquer suplemento "Não verificado".

O caminho a seguir é este: Painel de controle > Opções da Internet > Programas > Gerir suplementos > Selecionar todos os suplementos, cujos editores constem o "Não verificado" > Desativar tudo > Fechar > Ok.

Clique na imagem para vê-la maior


Pronto! Já pode usar o seu Internet Explorer.


Transforme rapidinho uma listagem de emails em um arquivo .CSV e importe para os seus contatos

Certa vez precisei cadastrar mais de 200 contatos de emails na minha conta do Gmail, criando uma mailing list para envios de boletins. A relação contendo estes endereços eletrônicos estava num email recebido, cujo remetente não foi zeloso em retirar aqueles cabeçalhos que ficam no corpo da mensagem, oriundos de remetentes anteriores. Como boa baiana que sou, fiquei morta de preguiça de copiar e colar, primeiro o nome, e a seguir o email de cada um dos 212 contatos (para ser mais específica).

Já sabia que o Gmail - assim como os outros serviços de email - permitia que importássemos contatos de uma só vez, através de um ficheiro (arquivo) com a extensão CSV. Pesquisei no querido Google se havia um programa, uma aplicação ou sei lá o que que transformasse esta listagem bruta num arquivo CSV. Eu disse que sou preguiçosa, né, gente? Bom, não encontrei.

Mas, não fiquei conformada. Cheguei a esta página de ajuda do Gmail, e tive um insight! Pensei: com a ajuda do Word, transformarei rapidinho a listagem numa tabela, a seguir copio a tabela e colo-a no Excel, salvo-a no formato CSV, importo pro Gmail e pronto! Foi o que fiz! Em menos de 5 minutos, meus 212 contatos estavam criados e agrupados dentro do Gmail.

Por um questão de privacidade minha e destas pessoas, criei emails fictícios para ilustar esta dica.
Para ver melhor as imagens, é só clicar em cima delas.

Comece por selecionar e copiar a listagem.

Cole no Word
Vá no menu "Editar" --> "Substituir" para retirar de uma só vez todas as aspas que aparecem em alguns nomes (circulados de verde). Isso é só uma questão de estética, ok? Se quiserem, podem deixar.

Abrirá a janela "Localizar e Substituir". No campo "Localizar" insere-se uma aspa (") apenas. Já o campo "Substituir por", deixa-se em branco, não põe nada. A seguir, clica em "Substituir tudo" e aparecerá uma janelinha a dizer que o o word efetuou as substituições.



Agora, utilize o "Localizar e Substituir" para substituir o "[espaço]" e o "<", que estão logo a seguir de cada nome, por ";" e "[espaço]". Clica em "Substituir tudo" e aparecerá mais uma vez uma janelinha a dizer que o o word efetuou as substituições.


Praticamente a mesma coisa. Só que substituiremos o ">" e a "," (que estão logo a seguir de cada email), por apenas um ";". Aparecerá a janelinha de aviso do Word, informando que foram efetuadas as substituições.



Selecione todo o texto, vá em "Tabela" --> "Converter" --> "Texto em Tabela"

No campo "Número de colunas", digite "2". Em "Separar texto por", escolha a opção "Pontos e vírgulas"

O Word lhe apresentará uma tabela, que vc selecionará, copiará e...

Colará no Excel a partir da célula 2A (2ª linha, coluna A):


Na primeira linha, escreve nas células "Nome" e "Endereço de Email". Se quiser, pode formatar a planilha...

Por fim, salva dando o nome que quiser ao ficheiro dos contatos, porém o formato TEM que ser o "CSV (Separado por vírgulas) (*.csv)".

Aparecerão avisos:



Depois, feche o Excel. Ainda poderá aparecer um aviso a perguntar se deseja "Salvar as alterações", clique em "Não".

Pronto! Basta você importar o arquivo csv criado para seus contatos no seu serviço de email!

Este procedimento serve para outros emails além do Gmail, ok?

ATENÇÃO: mesmo que sua listagem de emails só tenha os emails e não contenha os nomes das pessoas, dá para criar o arquivo csv. Dará um pouquinho mais de trabalho, pois na coluna do nome vc terá que digitar os nomes ou, se não quiser ter mesmo trabalho, preencha a coluna nome, com os emails mesmo! Aí, é só CTRL+c e CTRL+v.

Acreditem, é super rápido isto. Demorei muito mais fazendo este post do que criando os contatos no meu Gmail.

Podem sequestrar criancinhas!


É isso mesmo! Podem sequestrar crianças e levar para o Brasil, que seu crime será legalizado em nome do "bem-estar" da criança! Foi isto que o ministro Marco Aurélio de Mello (sim, o primo de Collor) fez! Ou melhor, está tentando fazer! E sei lá, se não logrará êxito! Este senhor, nesta reles folha do vídeo acima, manuscreveu uma lauda e supendeu a "douta" sentença de 82 páginas do magnífico juiz Rafael de Souza Pereira Pinto. Sentença do processo onde João Paulo Lins e Silva é RÉU! Ele quer tomar na marra o filho Sean, de David Goldman, alegando paternidade sócio-afetiva!

Agora, já que não tem seus colegas da Justiça Estadual do Rio de Janeiro a julgar o caso, a tática é declarar a inconstitucionalidade da Convenção de Haia! Engraçado que ele e o pai, Paulo Lins e Silva, têm na Convenção um forte aliado para defender seus clientes. Conseguiram até uma sentença favorável a um pai canadense, cliente deles, utilizando a Convenção de Haia. A outra parte litigante deste processo, a mãe da criança, tinha feito o mesmo que Bruna, mãe de Sean, fez. Mas, os dois casos têm "dinâmicas diferentes", como disse João Paulo. E é verdade. A mãe desta criança, com certeza, não tinha tantos "amigos" no poder, nem casou-se com o advogado que lhe defendeu!

Quarta-feira próxima (10/06/2009), o STF decidirá se mantém a liminar ou não. Deposito minha esperança no Ilustríssimo Senhor Ministro Joaquim Barbosa e no seu poder de persuasão para convencer seus colegas a fazer o que é certo, não só segundo a Convenção de Haia, mas sobretudo, segundo a legislação brasileira. O Código Civil Brasileiro diz:

Comentário

Marco Antônio Teixeira para o jornal O Globo de 15/03/09
João Paulo Lins e Silva

Publico aqui um comentário que foi feito por Alfredo Aguiar no site de Barbara Gancia e também no vi o mundo de Carlos Azenha.

enviado por Alfredo às 02h21 em 26 de Mar de 2009

Parece irreal, é surrealista!

O filho é dele mas o dono sou eu

Se ouvíssemos essa frase vinda de um índio de alguma tribo silvícola, quem sabe de algum desses países de cultura tão estranha a nossa em que as leis seguem critérios tão curiosos quanto insólitos, não pareceria impossível de ser dita por alguém que não tenha tido acesso a cultura ou educação mínima adequada, mas pasmem vem de uma pessoa que não somente tem formação didática e jurídica sobre o tema mas que escolheu pautar sua vida profissional em luta contra essa monstruosidade.

Tento, e não consigo graças a Deus, imaginar o que passa na cabeça daquele que é pai mas não pode ser o “dono”, não sei se eu como pai resistiria, me fluem instintos animais que preferiria não saber existirem dentro de mim, confesso que a primeira coisa que me passa pela cabeça é mandar o padastro ir ter uma conversa ao pé do ouvido com o coisa ruim, com passagem só de ida. Eu não conheço o Sr. paulo lins & silva mas quando ouço seus “argumentos”me dá ánsia de vomito. Também não conheço o Sr. Goldman, mas me parece que deva ter recebido transfusão do sangue de algumas baratas em alguma parte de sua vida, só isso para explicar tanta paciência com as piadas que a justiça brasileira lhe conta a cada decisão. Só uma força sobrenatural para entender ser tão achincalhado pelo algoz de seu filho!

Fico imaginando como no mundo atual se possa aceitar a tentativa judicial de tentar tomar o filho amado de outra pessoa, só o ensaio já deveria ser um escarnio prontamente rejeitado pelo judiciário, mas eureca, não só aceitaram como deram ganho de causa ao meliante, não que a justiça brasileira seja conhecida por ser justa, mas perecia que existiam alguns limites em seus atos, não existem mais, é a Sodoma e Gomorra institucionalizada.
O que a justiça brasileira vem fazendo, com o apoio de setores da sociedade e do vergonhoso senado é dar um papel de propriedade sobre uma criança para esse Sr. lins & silva, algo que parecia ter desaparecido com a abolição da escravatura, a justiça acaba de abolir o exame de DNA e aceitar o extrato bancário como determinante de paternidade, nem Maquiavel em dia inspirado teria atrevimento de escrever tal comédia.

É isso? Não, não é só isso, existem defensores, porque um manicômio não seria completo sem os loucos. As teses? As mais diversas - o bom colégio, - o sobrenome lins & silva e a mais estúpida - o tempo que o menino está em “poder” do padastro, em que a justiça os defensores se apóiam? Imagino que paternidade com data vencida, quem sabe uso capião, talvez direito adquirido! Nada pegava, então inventaram o termo: Convivência Sócio Afetiva!!! Maravilhoso termo!!!! Juizes, senadores e toda casta de socialites se rendem a ele, até eu pensei em pegar aquele carrão da minha vizinha e “conviver” com ele na garagem por algum tempo, mas pensei que poderia não dar certo, um carro é um bem muito valioso, não é como um moleque qualquer. Você já imaginou que se pegar um simples urso de pelúcia e esconder em seu quarto um juiz pode lhe prender e você terá que inegavelmente devolve-lo , mas você pode se apropriar do filho de outra pessoa com consentimento da justiça se o seu sobrenome tiver algum peso monetário?

E querem que nós humanos normais entendamos isso como natural?
E justo?

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