Em comum...


O que David Goldman e Luiz Fernando Vianna têm em comum? Infelizmente, o drama que os une, é mais comum do que se imagina. Eles tiveram seus filhos sequestrados! As mães das crianças foram as sequestradoras! Sim, sequestradoras! Porque se um pai ou uma mãe matar seu filho, isto é um homicídio, não é? E nos dois casos, os crimes tiveram o aval da justiça brasileira.
O primeiro, um americano casado com a brasileira Bruna Bianchi. Viviam nos EUA, onde também nasceu o filho. Ela resolveu voltar para o Brasil e levar o filho. Já no Brasil, por telefone, disse ao marido que queria o divórcio e que ele só voltaria a ver o filho, se concordasse em lhe dar a guarda da criança. Casou-se com o mesmo advogado que conseguiu fazer o seu divórcio, João Paulo Lins e Silva. Advogado de família influente e, creiam, advoga na área de Família! Bruna Bianchi faleceu em agosto de 2008, após dar a luz a sua filha com Lins e Silva. O pai de seu primeiro filho, David Goldman, viu então a possibilidade de, finalmente, após uma luta inglória de 4 anos, ter a guarda do seu filho. Não foi que para sua surpresa, o brilhante advogado conseguiu em tempo recorde na Justiça a guarda da criança, alegando a paternidade socioafetiva? Mas não foi só esta proeza que ele conseguiu! Conseguiu também calar a mídia brasileira, alegando que o processo corria em segredo de Justiça. Eu já sabia desse caso desde outubro passado. Informei a todos os meus contatos, tentei que fosse divulgado em blogs muito acessados (em vão)... Enfim! Agora, que o caso está ganhando repercussão internacional, devido a Hillary Clinton ter abordado o assunto com Celso Amorim, os grandes veículos de informação resolveram apresentar o caso à população brasileira! Ontem, estava na primeira página do site da Globo, a chamada para a notícia. Curioso é que a Globo já sabia há muito tempo... Nos EUA, há muito tempo este assunto está na pauta de diversos programas. Ontem, inclusive, David foi entrevistado por Larry King.
O segundo caso, infelizmente, será mais difícil de resolver, uma vez que a sequestradora está viva e o pai não tem um governo poderoso em sua retaguarda. Seu filho hoje mora na Austrália com a mãe, o padrasto e o meio irmão. Trata-se também de uma linda criança. O que revolta nesse caso é que, para além de ter conseguido levar o menino para longe do pai, numa manobra engendrada por mentes psicopatas, a mãe não enxerga que a ida da criança para a Austrália dificultará o progresso que ela teria, caso estivesse no Brasil, junto ao pai e a família que o adoram. O menino é autista.
Enfim, dois casos que me comovem e que tomei conhecimento em minhas andanças pela net.
Mas sei que existem muitos mais casos semelhantes. É uma pena que as mães sejam vistas pela Justiça, sob raras exceções, sempre como pessoas virtuosas. Geralmente, os pais são, na maioria das vezes, vítimas da Alienação Parental.
David e Luiz, apiedo-me com suas lutas e suas dores!
Desejo boa sorte a vocês e lucidez aos dos outros lados.

UPDATE: Luiz Fernando Vianna publicou isto em seu blog. Faço questão de registrar isto aqui também para aqueles que ainda acham que os casos não são de sequestro.

1 comentários:

Marivone disse...

Menina, meu coração fica cada dia mais pequenino com essas histórias... São mulheres que acham que os filhos são delas e que os pais podem ser substituídos. Isso é uma doença...

Eu heim...

E a gente sabe muito bem que os grandes problemas dos adultos são os problemas com os pais. Eles, os pais... E as mães, deliberadamente, separam a criança do seu pai e a Justiça ainda pode dar o aval... Terrível...

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